quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Pequeno Livro do Ambiente
Este livro foi explorado com êxito pelos alunos do 2º ano da EB1 de S. Bento, tendo-se revelado uma mais valia na sua formação enquanto CIDADÃOS ECOLÓGICOS.
Biblioteca Verde

"Papai, me compra a Biblioteca Internacional de Obras Célebres.
São só 24 volumes encadernados
em percalina verde.
Meu filho, é livro demais para uma criança.
Compra assim mesmo, pai, eu cresço logo.
Quando crescer eu compro. Agora não.
Papai, me compra agora. É em percalina verde,
só 24 volumes. Compra, compra, compra.
Fica quieto, menino, eu vou comprar.
Rio de Janeiro? Aqui é o Coronel.
Me mande urgente sua Biblioteca
bem acondicionada, não quero defeito.
Se vier com um arranhão recuso, já sabe:
quero devolução de meu dinheiro.
Está bem, Coronel, ordens são ordens.
Segue a Biblioteca pelo trem-de-ferro,
fino caixote de alumínio e pinho.
Termina o ramal, o burro de carga
vai levando tamanho universo.
Chega cheirando a papel novo, mata
de pinheiros toda verde. Sou
o mais rico menino destas redondezas.
(Orgulho, não; inveja de mim mesmo)
Ninguém mais aqui possui a coleção
das Obras Célebres. Tenho de ler tudo.
Antes de ler, que bom passa a mão
no som da percalina, esse cristal
de fluida transparência: verde, verde.
Amanhã começo a ler. Agora não.
Agora quero ver figuras. Todas.
Templo de Tebas. Osíris, Medusa,
Apolo nu, Vênus nua… Nossa
Senhora, tem disso nos livros?
Depressa, as letras. Careço ler tudo.
A mãe se queixa: Não dorme este menino.
O irmão reclama: Apaga a luz, cretino!
Esparmacete cai na cama, queima
a perna, o sono. Olha que eu tomo e rasgo
essa Biblioteca antes que pegue fogo
na casa. Vai dormir, menino, antes que eu perca
a paciência e te dê uma sova. Dorme,
filhinho meu, tão doido, tão fraquinho.
Mas leio, leio. Em filosofias
tropeço e caio, cavalgo de novo
meu verde livro, em cavalarias
me perco, medievo; em contos, poemas
me vejo viver. Como te devoro,
verde pastagem. Ou antes carruagem
de fugir de mim e me trazer de volta
à casa a qualquer hora num fechar
de páginas?
Tudo que sei é ela que me ensina.
O que saberei, o que não saberei
nunca,
está na Biblioteca em verde murmúrio
de flauta-percalina eternamente."
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Conversa com o escritor João Manuel Ribeiro
João Manuel Ribeiro veio cá
Melhor que ele não há.
A sua simpatia
É muito grande
Do tamanho do livro
“A casa grande”.
Falou-nos da sua infância
Com a sua simpatia
Gostei tanto
Que grande alegria.
Contou-nos histórias,
Cantámos canções
Todos com alegria
Nos nossos corações.
Respondeu-nos a perguntas
Mas sempre simpático
Parece que nele
não há a palavra antipático.
Anunciou-nos também
Que não ia mais
Criar livros para adultos
Pois são chatos demais.
O livro que ele
Se orgulha mais
“ Rondel de rimas para meninos e meninas”
E nada mais.
Começa uma grande animação
Tanta coisa para dizer
Num tempinho pequenino
Já que o relógio não pára
Vamos começar a contar.
Foi numa Quinta-feira
Quando estávamos no intervalo
Tocou a campainha
e para dentro da sala fomos.
Esperámos um pouco
E chegou o esperado,
João Manuel Ribeiro
Escritor de livros encantados.
Bem, em primeiro
Disse ele:
— Agora perguntas,
Depois a explicação
E por último a animação.
Fizemos-lhe perguntas
E as respostas recebemos,
Deu-nos a explicação
Que livros para adultos
Tão cedo não.
Seguidamente seus
Cálculos nos apresentou
Nos livros para adultos
Oito foram escritos
Já nas crianças
Trinta estão a ser lidos!
Pelo que ouvimos
O livro está escolhido
Pois para primeiro lugar
Está “Rondel de rimas
Para meninos e meninas”
Continuando a ouvir
Palavras encantadas
Contou-nos que em casa
Seu telefone tocava.
Era uma escola,
Que pediu que lá fosse
Sem preparação!!!
Pois tinham para ele
Uma surpresa elaborada.
O seu primeiro livro
Lançado em dois mil e cinco
É o escolhido para favorito.
Estávamos tão animados
E chegou a animação
Era cantar poemas
Com grande constipação.
Já aos dez minutos do fim
Os autógrafos começaram
Acabou a visita
E tivemos que nos despedir
Dizendo Obrigada ao escritor
Por uma manhã assim!!!
Marcelo
domingo, 24 de outubro de 2010
Afectividade

segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Convite - Dia Nacional da Biblioteca Escolar

domingo, 17 de outubro de 2010
Come a Sopa Marta - Semana da Alimentação
A obra “come a sopa, Marta!” foi a obra escolhida para iniciarmos o tema da alimentação. Este livro fala-nos sobre uma menina que não queria comer “aquela papa verde” mas que ficou cheia de curiosidade de conhecer o “chico”. Isso só aconteceria se comesse a sopa toda, o que acabou por fazer para matar a sua curiosidade.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Obrigado Professora Conceição!
Implantação da República
De seguida explicou-nos o motivo da sua vinda à nossa aula, falar sobre o dia cinco de Outubro e fazer-nos compreender porque razão é feriado nesta data, celebração da Implantação da República, um dia de muitas mudanças na nossa história.
Contou-nos que quando andava na escola, existia uma escola para raparigas e outra para rapazes; algumas crianças iam descalças para a escola; as pessoas passavam muitas necessidades e trabalhavam muito; como não havia o que comer iam comer a um lugar a que chamavam “Sopa dos pobres”, onde como o nome indica serviam uma sopa e água. Falou-nos do modo de vida das pessoas que trabalhavam muito e ganhavam pouco; por todas estas razões as pessoas estavam descontentes com o rei D.Carlos. ele tinha cedido ao ultimato que a Inglaterra tinha feito, de Portugal abandonar território de África.
Esse descontentamento fez com que as pessoas se unissem e se revoltassem . No dia cinco de Outubro sobem às varandas da Câmara de Lisboa e proclamam a República em que muitas coisas mudaram: anteriormente eram os reis que mandavam – Monarquia; o país passou a ser governado por um presidente – República; antigamente o poder passava de pai para filho e depois passou a ser o povo a eleger o seu representante; deixou de se usar coroa na cabeça do rei e passou a usar uma faixa a trespassar o peito.
Em mil novecentos e onze, Manuel de Arriaga tornou-se o primeiro presidente da República de Portugal que este ano completa um século.
Foi uma aula diferente, muito agradável, é divertido aprender História assim!!!
Alunos do 4ºA, EB1 de Giesteira
